Aqui fica um mapa metabólico sobre o catabolismo da alanina, glicina, serina, cisteína, triptofano e treonina.
Este blogue tem como objectivo divulgar conceitos, informações, músicas, vídeos, jogos, cartoons, curiosidades, sobre temas relacionados com a bioquímica. Porque a Bioquímica não tem que ser incompreensível...
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quinta-feira, 13 de julho de 2017
sábado, 6 de agosto de 2016
sexta-feira, 29 de julho de 2016
Aminoácidos como neurotransmissores
Além de serem utilizados como blocos de construção para a
síntese de proteínas, os aminoácidos desempenham muitas outras funções
fisiológicas importantes. Uma delas é, sem dúvida, o facto de existirem vários
aminoácidos que desempenham funções de neurotransmissores:
- Glutamato, é o principal neurotransmissores excitatórios
do sistema nervoso central. Desempenha funções centrais ao nível da transmissão
nervosa rápida (isto é, resposta rápida a um estímulo), cognição, memória,
movimento e sensação. É reconhecido por duas classes de recetores: os recetores
ionotrópicos, que são recetores que quando ativados permitem o fluxo de iões
através da membrana; e os recetores metabotrópicos, que quando ativados
estimulam a produção de mensageiros secundários.
- Glicina, é o aminoácido mais simples, sendo que apresenta
funções inibitórias ao nível do sistema nervoso central, com especial destaque
na medula espinhal, no tronco cerebral e na retina. Além do seu papel como
neurotransmissor, desempenha também funções de imunomodulador, anti-inflamatório
e citoprotetor (protetor celular). A ativação dos seus recetores permite um
influxo de iões cloreto.| Reacções: |
domingo, 24 de julho de 2016
Ponto isoelétrico (aminoácidos e proteínas)
Os aminoácidos são, conforme já referido noutros posts, moléculas que apresentam um grupo amina e um grupo carboxílico. Estes dois grupos são ionizáveis, ou seja, podem sofrer protonação/desprotonação. Além disso, nas cadeias laterais de vários aminoácidos é possível encontrar outros grupos ionizáveis adicionais. Isto significa que os aminoácidos são moléculas que podem apresentar carga total positiva, negativa ou neutra. O que vai influenciar qual a carga do aminoácido, num determinado contexto, são dois fatores:
2. pH da solução onde o aminoácido está inserido. Como é lógico, um grupo funcional vai apresentar um estado de protonação que é influenciado pelo pH do meio, ou seja, se o pH for inferior ao seu pKa, o grupo funcional tende a estar protonado, e se for superior ao pKa, tende a estar desprotonado.
Portanto, com base nas características de cada aminoácido, e do meio onde se encontra, é possível obter diferentes cargas totais.
O ponto isoelétrico é definido como o valor de pH para o qual a carga total do aminoácido é nula. Atenção que isto não significa que não existem cargas no aminoácido, pois na realidade existem. Significa é que quando sujeito a esse valor de pH, o total de cargas positivas iguala o total de cargas negativas. Neste ponto, a solubilidade do aminoácido diminui. Quando um aminoácido é colocado numa solução com um pH inferior ao seu ponto isoelétrico, adquire carga positiva, pois os grupos funcionais tendem a estar protonados (captam H+). Se o pH for superior ao ponto isoelétrico, a carga total é negativa, pois os grupos funcionais tendem a estar predominantemente desprotonados (perdem H+).
Portanto, com base nas características de cada aminoácido, e do meio onde se encontra, é possível obter diferentes cargas totais.
O ponto isoelétrico é definido como o valor de pH para o qual a carga total do aminoácido é nula. Atenção que isto não significa que não existem cargas no aminoácido, pois na realidade existem. Significa é que quando sujeito a esse valor de pH, o total de cargas positivas iguala o total de cargas negativas. Neste ponto, a solubilidade do aminoácido diminui. Quando um aminoácido é colocado numa solução com um pH inferior ao seu ponto isoelétrico, adquire carga positiva, pois os grupos funcionais tendem a estar protonados (captam H+). Se o pH for superior ao ponto isoelétrico, a carga total é negativa, pois os grupos funcionais tendem a estar predominantemente desprotonados (perdem H+).
No caso das proteínas, aplica-se exatamente o mesmo conceito. No entanto, neste caso deve-se considerar o total de grupos ionizáveis presentes na molécula, sendo que o ponto isoelétrico é definido como o valor de pH para o qual a carga total da proteína é zero.
Novamente, neste valor a solubilidade da proteína é nula, e esta tende a precipitar. Esta situação é explorada do ponto de vista laboratorial através da técnica focagem isoelétrica.
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segunda-feira, 18 de julho de 2016
Aminoácidos standard e não standard
Os aminoácidos são moléculas que, do ponto de vista químico,
são caracterizadas por apresentarem um grupo amina e um grupo carboxílico
(ácido), e daí o seu nome: aminoácido. A sua principal função é servirem como
monómeros para a síntese de péptidos e proteínas. De todos os aminoácidos
existentes na Natureza, há um conjunto de 20 aminoácidos que são designados por
aminoácidos standard, e que são usados como blocos de construção para a grande
maioria das proteínas produzidas por qualquer ser vivo. Esses aminoácidos estão
amplamente estudados e foram os elementos centrais nos meus últimos posts. Só
para relembrar, os aminoácidos standard são:
- glicina
- alanina
- prolina
- valina
- leucina
- isoleucina
- metionina
- fenilalanina
- tirosina
- triptofano
- serina
- treonina
- cisteína
- asparagina
- glutamina
- lisina
- arginina
- histidina
- aspartato
- glutamato
No entanto, além dos aminoácidos standard, existem muitos
outros aminoácidos que entram na composição de algumas proteínas, sendo
designados por aminoácidos não standard. A ideia da utilização destes
aminoácidos não standard é simples de entender. São aminoácidos que, tendo uma
composição diferente da dos standard, apresentam obrigatoriamente propriedades
físico-químicas diferentes. Portanto, quando é necessário que uma proteína
apresente um local com determinadas propriedades, se as mesmas não puderem ser
fornecidas pelos aminoácidos standard, é incorporado na sequência um aminoácido
não standard. Em relação à tradução, nestes casos, são introduzidos nesses
locais aminoácidos standard que, numa fase pós-tradução, sofrem modificações
covalentes para originar aminoácidos com outras características. Gostaria de
destacar algo que me parece importante. Como vão reparar a seguir, vários dos
aminoácidos não standard são encontrados em proteínas da matriz extracelular.
Sendo a matriz extracelular uma estrutura muito complexa, que estabelece
inúmeras interações com muitas moléculas diferentes (extracelulares e moléculas
celulares), é necessário que as proteínas que a compõem apresentem muita
versatilidade nas interações que estabelecem, daí a necessidade de incluir
especificamente nalguns locais aminoácidos que tenham características
diferentes. Alguns exemplos de aminoácidos não standard incluem:
- cistina, desmosina e isodesmosina, que são aminoácidos
encontrados em proteínas da matriz extracelular, tal como a elastina;
- hidroxiprolina e hidroxilisina, encontradas na proteína
mais abundante da matriz extracelular, o colagénio;
- gama-carboxiglutamato, encontrado na osteocalcina, que é
uma proteína da matriz extracelular óssea, mas também na pró-trombina, que é
importante para a cascata de coagulação;
- fosfoserina, fosfotreonina e fosfotirosina, que são encontradas
em muitas proteínas diferentes, pois a fosforilação proteica é a modificação
pós-tradução mais frequente, e envolve sempre aminoácidos com grupos hidroxilo
na cadeia lateral;
- N-acetillisina, que é fundamental para a estrutura das
histonas:
- metillisina, que é encontrada na miosina, uma proteína
motora do nosso citoesqueleto, mais concretamente, dos filamentos de actina.
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sexta-feira, 15 de julho de 2016
Aminoácidos com cadeias laterais ácidas
Este é o último grupo de aminoácidos standard que me falta
referir. É composto por 2 aminoácidos, o glutamato (também chamado de ácido
glutâmico) e o aspartato (também chamado de ácido aspártico). Ambos apresentam
um grupo carboxílico na sua cadeia lateral, que, sendo um grupo ácido fraco,
confere propriedades acídicas à cadeia lateral. Por outras palavras, estas
cadeias laterais tendem a apresentar carga negativa, como consequência da
desprotonação do grupo carboxílico. São, por isso, aminoácidos muito
importantes para o estabelecimento de interações iónicas com aminoácidos com
cadeia laterais alcalinas (mais informação sobre esses aminoácidos aqui),
sendo que essas forças também podem ser chamadas de pontes salinas. De forma a
evitar confusão na nomenclatura do grupo carboxílico da cadeia lateral e do
grupo carboxílico ligado ao carbono alfa, o grupo da cadeia lateral é
normalmente referido como gama-carboxílico. A diferença entre o glutamato e o
aspartato está apenas num grupo metileno -CH2-. De facto, o glutamato tem mais
um carbono (sob a forma de grupo metileno) do que o aspartato. Ambos podem ser
obtidos a partir de intermediários do ciclo de Krebs (o glutamato a partir do
alfa-cetoglutarato e o aspartato a partir do oxaloacetato), e além de blocos de
construção para a síntese de proteínas, são também utilizados como
neurotransmissores, sendo que o glutamato tem igualmente um papel muito
importante ao nível do sentido do paladar. O glutamato é também importante como
dador de grupos amina em diversas reações de síntese de moléculas azotadas.
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domingo, 14 de fevereiro de 2016
Aminoácidos com cadeias laterais alcalinas
Esta classe de aminoácidos engloba todos aqueles que possuem
na sua cadeia lateral um grupo funcional alcalino. Isto significa que estes
aminoácidos tendem a apresentar carga positiva na sua cadeia lateral, pois os
grupos alcalinos têm tendência para captar H+. Como consequência, são
aminoácidos que normalmente estabelecem ligações iónicas (ou pontes salinas)
com aminoácidos com cadeias laterais carregadas negativamente Há 3 aminoácidos
que pertencem a esta classe:
Lisina – Este
aminoácido apresenta na sua cadeia lateral uma amina primária, ou seja, um
grupo amina que está ligado apenas a um carbono, sendo que os restantes
substituintes do azoto são átomos de hidrogénio. O grupo amina é o principal
grupo básico na bioquímica (mais informações neste post). A
lisina é o principal local de glicosilação das proteínas, sendo que, nesse
caso, as ligações estabelecidas são ligações N-glicosídicas.
Arginina – Este
aminoácido possui na sua cadeia lateral um grupo funcional alcalino mais
complexo, designado por guanidino. Trata-se de um grupo funcional composto por
3 átomos de azoto, que exibe ressonância eletrónica, e que pode ser protonado.
Histidina – Este
aminoácido apresenta uma estrutura cíclica na sua cadeia lateral, mais
precisamente um anel imidazole. Trata-se de um heterociclo formado por átomos
de azoto e de carbono, no qual um dos azotos pode ser protonado. A histidina
apresenta uma característica particularmente importante para a bioquímica: é o único
aminoácido que apresenta capacidade tamponante significativa ao pH fisiológico
(entre 6,5 e 7,5), pois o seu pKa é de cerca de 6. Em relação a isto, convém
referir, em primeiro lugar, que o pKa da histidina muda, como é lógico, quando
esse aminoácido é inserido numa cadeia polipeptídica, mas normalmente não
difere muito do valor original. Também o facto de ser importante ter um pKa
próximo do pH fisiológico, prende-se com a capacidade de a histidina existir
sob a forma ácida e sob a forma alcalina ao valor do pH fisiológico, ou seja,
funciona como um par ácido-base conjugado.| Reacções: |
terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
Aminoácidos com cadeias laterais polares não carregadas
Esta classe de aminoácidos inclui todos aqueles que
apresentam grupos funcionais não ionizáveis na sua cadeia lateral. Na
realidade, apesar da definição desta classe ser dada desta forma, não está 100%
correta, pois de acordo com a mesma, os aminoácidos aromáticos deveriam estar
incluídos. Portanto, para a definição ser completamente correta, deve conter a
palavra alifático, ou seja, engloba todos os aminoácidos que apresentem uma
cadeia lateral alifática contendo apenas grupos funcionais não ionizáveis.
Estes aminoácidos podem, por isso, estabelecer forças não covalentes polares
entre as suas cadeias laterais. Em particular, a maior parte estabelece pontes
de hidrogénio, um fator muito importante para a estabilidade da conformação da
maioria das proteínas.
São vários os aminoácidos que pertencem a esta categoria:
Serina – Este aminoácido
tem uma cadeia lateral pequena, com um grupo hidroxilo, que lhe confere
polaridade. Em condições normais o grupo hidroxilo é não ionizável, ainda que
nalguns contextos (em particular na tirosina, que é um aminoácido aromático,
tal como detalhado neste post),
possa funcionar como um ácido fraco. Todos os aminoácidos que apresentam grupos
hidroxilo na cadeia lateral, são potencialmente locais de fosforilação, ou
seja, quando uma proteína é fosforilada, os grupos fosfato são normalmente
adicionados aos grupos hidroxilo de cadeias laterais.
Treonina – Este
aminoácido, tal como a serina, apresenta um grupo hidroxilo na sua cadeia
lateral, mas neste caso essa cadeia é maior.
Cisteína – Este aminoácido
merece uma atenção especial, pois é o único dos 20 aminoácidos standard que
apresenta um grupo sulfidrilo ou tiol (mais informações sobre este grupo funcionalaqui).
Além de conferir polaridade, este grupo funcional permite o estabelecimento de
pontes dissulfureto, que são o principal tipo de ligações covalentes inter- e
intramoleculares que contribuem para a estabilidade da estrutura 3D de uma
proteína. Num post futuro irei falar sobre a estrutura das proteínas, e as
interações que contribuem para a sua estabilidade.
Prolina – Outro aminoácido
“especial”! É o único dos 20 aminoácidos standard no qual o grupo R se encontra
ligado covalentemente ao grupo a-amino,
ou seja, a cadeia lateral forma uma estrutura cíclica com o próprio esqueleto
do aminoácido. A inclusão deste aminoácido no grupo dos aminoácidos com cadeias
laterais polares alifáticas não carregadas é discutível, pois há quem o coloque
no grupo dos aminoácidos com cadeias laterais apolares alifáticas. Se olharmos
com atenção, a cadeia lateral da prolina é formada apenas por carbonos e
hidrogénios, ou seja, é apolar. No entanto, como se encontra ligada
covalentemente ao azoto do grupo a-amino,
este vai conferir polaridade a essa estrutura. Portanto, na minha opinião,
qualquer umas das classificações pode ser utilizada, depende da perspetiva. :) Voltando à estrutura
cíclica da prolina, o facto de englobar o esqueleto do aminoácido, faz com que
este seja um aminoácido mais rígido do que os restantes, pois a sua cadeia
lateral não pode sofrer rotação livre. Além disso, a estrutura cíclica distorce
a estrutura do aminoácido. Como eu costumo dizer nas minhas aulas, a prolina “é
um aminoácido torto”, e isto tem implicações significativas no efeito 3D da
prolina na estrutura das proteínas.
Asparagina – Este
aminoácido apresenta na sua cadeia lateral um grupo amida. É, na realidade, em
termos de composição um aminoácido muito semelhante ao aspartato, só muda o
grupo funcional terminal. Já agora… uma chamada de atenção! O grupo amida não é
um grupo ionizável, ou seja, não confere caráter básico (nem ácido!) às
biomoléculas. O grupo funcional básico é o grupo amina.
Glutamina – Tal como
a asparagina, a glutamina também tem um grupo amida na cadeia lateral. Neste
caso, existem semelhanças óbvias com o glutamato, ainda que haja uma diferença
evidente, que é o tal grupo amida.
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