terça-feira, 3 de setembro de 2013

Interações não covalentes (parte 1)



Hoje vou dedicar um post a um tipo de interação fraca que muitas vezes é desprezada nas aulas de química (provavelmente por serem mais fracas do que as ligações covalentes…), mas que na bioquímica são tanto ou mais importantes do que as ligações covalentes. Estou a falar das interações (ou ligações) não covalentes. Antes de começar a falar delas convém destacar qual a diferença entre as ligações não covalentes e as covalentes. Nas primeiras não existe partilha de eletrões entre os átomos participantes na ligação, enquanto que na segunda existe partilha dos mesmos (eletrões ligantes). Como não existe partilha de eletrões, a ligação resultante é significativamente mais fraca.
 
Existem diferentes tipos de interações não covalentes que, coletivamente, são designadas de forças de van der Waals. Os principais tipos são:
- interação iónica
- interação dipolo-dipolo
- interação dipolo-ião
- ligação de hidrogénio
- forças de dispersão de London
 
Muitas vezes estas interações são designadas de forças intermoleculares, ou seja, forças que existem entre moléculas. De facto, é a existência deste tipo de interações que permite que as moléculas interatuem umas com as outras, justificando assim a existência de substâncias no estado líquido ou sólido. Apesar de todas as forças intermoleculares serem deste tipo, elas são também muitas vezes responsáveis por interações que ocorrem entre diferentes regiões dentro de uma molécula, sendo então designadas de forças intramoleculares. Esta situação é particularmente frequente no caso da bioquímica, onde lidamos frequentemente com macromoléculas, ou seja, com moléculas grandes. Portanto, as ligações não-covalentes podem ser intra- ou intermoleculares.

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