segunda-feira, 22 de junho de 2015

Respiração celular – Citocromo c



O citocromo c é uma proteína pequena com 104 aminoácidos e uma massa de cerca de 12 kDa (12,233 kDa no ser humano). Como consequência do seu pequeno tamanho, encontra-se fortemente conservada entre diferentes espécies de mamíferos; por exemplo, o citocromo c humano é idêntico ao dos chimpanzés! Trata-se de uma heteroproteína, pois além dos seus aminoácidos, possui um grupo heme como cofator, que está ligado às cisteínas 14 e 17. É uma proteína hidrofílica, extremamente solúvel (solubilidade ~100g/L), que se encontra localizada no espaço intermembranar da mitocôndria, onde desempenha um papel fundamental na cadeia respiratória mitocondrial, apesar de não fazer parte de nenhum dos 4 complexos. 

A função do citocromo c é receber os eletrões do complexo III, e cedê-los ao complexo IV. Para tal, o seu grupo heme, como qualquer grupo heme, possui um ião ferro que pode oscilar entre 2 estados de oxidação distinto (Fe2+ e Fe3+). Como só possui um grupo heme, só consegue transportar 1 eletrão de cada vez. Esta característica tem 2 consequências muito importantes:
1. Para fazer chegar os 2 eletrões do NADH ou do FADH2 até ao O2, na respiração celular, são necessárias 2 moléculas de citocromo c.
2. O O2, que é o aceitador final dos eletrões no complexo IV, vai receber 1 eletrão de cada vez, ou seja, vai ser convertido, ainda que temporariamente (na maioria das situações!), num radical livre, o que potencia o stress oxidativo.
Outras funções menos caracterizadas do citocromoc passam pela catálise de reações de hidroxilação, oxidação aromática e peroxidação. Aparenta também ser importante para o funcionamento da enzima nitrito redutase.
Por último, uma característica muito importante do citocromo c é o facto de poder funcionar como um ativador da via intrínseca da morte celular programada, um processo designado por apotose. Em breve irei postar mais informação sobre este assunto… 

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