Aqui fica um mapa metabólico sobre o catabolismo da alanina, glicina, serina, cisteína, triptofano e treonina.
Este blogue tem como objectivo divulgar conceitos, informações, músicas, vídeos, jogos, cartoons, curiosidades, sobre temas relacionados com a bioquímica. Porque a Bioquímica não tem que ser incompreensível...
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quinta-feira, 13 de julho de 2017
terça-feira, 11 de julho de 2017
Ciclização dos monossacarídeos
Conforme referi num post anterior (podem consultá-lo aqui), os monossacarídeos
são polihidroxialdeídos ou polihidroxicetonas, que existem sob duas formas (para monossacarídeos com mais do que 4 carbonos):
forma aberta e forma cíclica. Ambas encontram-se em equilíbrio, sendo que a
interconversão entre elas não requer a atuação de nenhuma enzima. Em solução os
monossacarídeos tendem a estar predominantemente sob a forma cíclica (mas
sempre em equilíbrio com a forma aberta), passando a apresentar-se sob a forma
de dois isómeros, que, neste caso, se designam de anómeros (mais informação
sobre este assunto mais à frente). Existem dois tipos de estruturas cíclicas que podem ser formadas: uma estrutura pentagonal que, devido à semelhança com o composto químico furano faz com que os monossacarídeos sejam classificados como furanoses; uma estrutura hexagonal que, devido a ser parecida com o pirano, faz com que os monossacarídeos sejam classificados de piranoses.
Hoje decidi escrever sobre o processo de ciclização dos
monossacarídeos. Trata-se de uma reação química intracelular, ou seja, que
ocorre dentro da própria molécula, e requer dois intervenientes diferentes, o
grupo carbonilo (que pode ser aldeído ou cetona) e um grupo hidroxilo. Na
realidade o que vai acontecer é que esse grupo hidroxilo vai reagir com o grupo
carbonilo, formando uma ligação “éter”. Na realidade não é um grupo éter que se
forma (e por isso eu usei as aspas), pois um dos carbonos desse suposto grupo
éter tem também um grupo hidroxilo. O nome correto depende de qual foi o
monossacarídeo que sofreu ciclização. Se foi uma aldose (monossacarídeo no qual
o grupo carbonilo é um grupo aldeído), então o novo grupo funcional designa-se
de hemiacetal.
Se foi uma cetose, então designa-se de hemicetal.
Ou seja, a
diferença entre ambos está no facto de o grupo hemiacetal se encontrar na
extremidade da molécula, enquanto que o hemicetal se encontra numa posição
interna. Em ambos os casos, estamos a falar num carbono que está ligado a um
grupo –OH e simultaneamente a um grupo –O-R.
Uma vez que os hidratos de carbono, para serem redutores,
devem possuir pelo menos um grupo carbonilo, e que, na forma cíclica, o grupo
carbonilo deixa de existir, pode-se dizer que os hidratos de carbono só são
redutores na forma aberta.
O carbono que apresentava o grupo carbonilo na forma aberta,
e que, consequentemente, não era quiral (pois o grupo carbonilo tem uma ligação
dupla entre o carbono e o oxigénio), passa a ser quiral, o que significa que,
na forma cíclica, os monossacarídeos apresentam mais carbonos quirais e, por
isso, mais estereoisómeros. Esse carbono que passou a ser quiral designa-se de
carbono anomérico e os isómeros que diferem entre si apenas na configuração do
carbono anomérico chama-se anómeros. Os anómeros são classificados com as
letras alfa e beta, e é por isso que muitas vezes se vê esta letra associada ao
nome do monossacarídeo.
Também é por isso que nos referimos às ligações
glicosídicas como sendo do tipo alfa ou beta, mas vou deixar esse assunto para um post
futuro…
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domingo, 9 de julho de 2017
Cartoon - Metabolismo ósseo
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sexta-feira, 7 de julho de 2017
Amilase salivar
A ptialina ou alfa-amilase salivar é uma enzima da saliva que apresenta um pH óptimo de aproximadamente 7,0 (neutro) e uma temperatura óptima de atuação entre 35ºC e 40ºC sendo que a mesma é inactivada a temperaturas inferiores a 35ºC e desnaturada quando ultrapassa os 40ºC. A ptialina é produzida pelas glândulas salivares, em especial pela glândula parótida. Esta enzima juntamente com sais minerais e muco formam a saliva. A presença de um alimento na cavidade bucal e estímulos psicológicos levam à secrecão de saliva contendo a enzima ptialina. A ptialina atua sobre o amido e glicogénio ingeridos, catalisando a hidrólise das ligações alfa-1,4, o que dá origem a pequenos dissacarídeos de maltose . Além disso, a sua exposição ao substrato ocorre de forma muito rápida (restrita ao tempo de mastigação) daí a importância de se mastigar vagarosamente, pois assim, o contacto da ptialina com o polissacarídeo é prolongado e a sua ação é potencializada. Em suma a principal função desta proteína é iniciar a digestão dos carbohidratos, facilitando a sua digestão nos intestinos, sendo que ao chegar ao estômago, onde o pH é muito ácido, a enzima torna-se inativa. A continuação da digestão dos carbohidratos irá dar-se no intestino delgado, mais propriamente no jejuno aonde outra amilase, a amilase pancreática, em conjunto com os sais biliares irá clivar as ligações das moléculas de maltose, formando duas moléculas de glicose as quais irão ser absorvidas pelo intestino.
Para além disso a amilase salivar tem um fator protector contra as cáries dentarias. Os resíduos de alimentos ricos em carbohidratos que permanecem nos dentes após a mastigação propiciam o crescimento de bactérias, que produzem ácidos capazes de corroer o esmalte dental, causando cáries. A ptialina sintetiza os polissacarídeos desses resíduos, evitando que tais bactérias cresçam e se multipliquem. É por isso que indivíduos que produzem um maior fluxo de saliva têm menor tendência a desenvolver cáries dentárias.
Texto escrito por:
Amadeu Barroco
Catarina Teixeira
Marly Gonçalves
Pedro Pinto
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quarta-feira, 5 de julho de 2017
segunda-feira, 3 de julho de 2017
Hidratos de carbono – monossacarídeos
Os monossacarídeos são os hidratos de carbono mais simples. Quimicamente são definidos como sendo poli-hidroxialdeídos ou poli-hidroxicetonas, consoante o grupo carbonilo está na extremidade da molécula ou numa posição intermédia.
Existem muitas formas diferentes de classificar os monossacarídeos, sendo que as mais comuns baseiam-se em:- número de carbonos – nesta classificação utiliza-se o sufixo “ose” e um prefixo relativo ao número de carbonos. O número mínimo de carbonos que um monossacarídeo pode apresentar são 3 (o gliceraldeído e a dihidroxiacetona são os dois monossacarídeos mas simples que existem). Podem ser trioses, tetroses, pentoses, hexoses, heptoses, …
- posição do grupo carbonilo – nesta classificação utiliza-se o sufixo “ose” e um prefixo relativo à posição do grupo carbonilo. Podem ser aldoses ou cetoses.
- mistura das duas nomenclaturas anteriores – nesta classificam-se utilizam-se ambas as nomenclaturas que descrevi anteriormente. Podem ser aldotrioses, cetotrioses, aldotetroses, cetotetroses, …
Os monossacarídeos são os responsáveis pelos nome hidrato de carbono, pois a sua fórmula química é CH2On, ou seja, para cada carbono existe uma “molécula de água” (na realidade, o que existe é um hidrogénio e um grupo hidroxilo).Os monossacarídeos desempenham muitas funções importantes para o nosso organismo, sendo que talvez a mais conhecida seja a de combustível metabólico. Outra função igualmente conhecida, é a da ribose, que entra na composição dos nucleótidos.
Devido ao facto de apresentarem muitos grupos funcionais polares, são hidrossolúveis, sendo que a maioria possui um sabor doce.
Todos os monossacarídeos, com exceção da dihidroxiacetona, apresentam estereoisómeros, sendo que o número total depende do número de carbonos do açúcar, bem como do facto de se tratar de uma aldose ou cetose.
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sexta-feira, 30 de junho de 2017
Cartoon sobre análise ao DNA
Numa altura em que os testes genéticos estão cada vez mais na moda, aqui fica uma perspetiva diferente da análise ao DNA. :)
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