sábado, 5 de abril de 2014

Música sobre a síntese de ácidos gordos

Quem diria que a música When Johnny Comes Marching Home poderia dar origem a uma música sobre a síntese de ácidos gordos? O Dr. Ahern, claro! :)


Faça download da música aqui

When Acids Are Synthesized

The 16 carbon fatty acid, palmitate
Gets all the carbons that it needs from acetate
Which citric acid helps release
From mitochondri - matrices
Oh a shuttle's great
When acids are synthesized

Carboxylase takes substrate and it puts within
Dioxy carbon carried on a biotin
CoA's all gain a quick release
Replaced by larger ACPs
And it all begins
When acids are synthesized

A malonate contributes to the growing chain
Two carbons seven times around again, again
For saturated acyl-ates
There's lots of N-A-DPH
That you must obtain
When acids are synthesized

Palmitic acid made this way all gets released
Desaturases act to make omega-threes
The finished products big and small
Form esters with a glycerol
So you get obese
When acids are synthesized
.

sábado, 22 de março de 2014

Lipoproteínas (considerações gerais)



Apesar da elevada heterogeneidade dos lípidos, quer ao nível das diferentes classes que existem (ácidos gordos, triglicéridos, colesterol, ésteres de colesterol e fosfolípidos), quer dentro de cada uma dessas classes, há uma característica comum a todos eles - a sua elevada insolubilidade em água. Na realidade, apesar de alguns dos lípidos terem um comportamento anfipático (fosfolípidos e colesterol), são predominantemente apolares. Uma vez que no nosso organismo é necessário transportar lípidos de um órgão para outro, e o solvente de todos os nossos fluídos, incluindo o plasma, é a água, temos um problema potencial… Se os lípidos circulassem na sua forma livre na corrente sanguínea, iam ter a tendência para se aglomerar em gotas lipídicas (tal como acontece quando deixamos cair gotas de azeite num copo com água), que iriam, em última instância, causar a oclusão dos vasos sanguíneos.
É exatamente para evitar esta situação que existem as lipoproteínas plasmáticas. Como o próprio nome indica, as lipoproteínas são complexos macromoleculares compostos por lípidos e proteínas e têm a função de transportar os lípidos (a única exceção são os ácidos gordos!) na corrente sanguínea mantendo-os num estado parcialmente solúvel. Basicamente a ideia é que se tratam de estruturas esféricas, com um interior extremamente hidrofóbico (composto maioritariamente pelos lípidos mais apolares – triglicéridos e fosfolípidos), e uma superfície polar, de forma a permitir interações com a água. Sendo assim, à superfície encontram-se os grupos polares dos fosfolípidos e do colesterol. Desta forma, ao apresentarem a capacidade de interatuar com a água, as lipoproteínas consegue ficar num estado parcialmente solúvel, impedindo que os lípidos formem gotas hidrofóbicas para se escudarem do contacto com a mesma.
Existem várias classes de lipoproteínas, que são agrupadas de acordo com a sua densidade. Sendo assim, por ordem crescente de densidade temos as quilomícrons, VLDL, IDL (não é verdadeiramente uma classe de lipoproteínas), LDL e HDL. Uma vez que os lípidos são menos densos do que aágua, quanto maior for o teor em lípidos de uma lipoproteína, menos será a suadensidade. Quanto ao tamanho das diferentes classes de lipoproteínas, este varia na razão inversa da densidade, ou seja, as lipoproteínas mais densas são, simultaneamente, as mais pequenas.
Quanto à parte proteica das lipoproteínas, é composta pelas chamadas apolipoproteínas, ou apoproteínas. Na bioquímica, o prefixo “apo” significa “incompleto”, ou “sozinho”. Portanto, o conceito de apoproteína aplica-se à parte proteica das lipoproteínas, na ausência de lípidos. O nome das apoproteínas é dado da seguinte forma: prefixo “apo”, letra maiúscula e, nalguns casos, um número, que pode refletir a ordem da descoberta ou a massa molecular. Como exemplos temos a apoE, ou a apoB-100. As apoproteínas desempenham várias funções importantes nas lipoproteínas que serão abordadas num post futuro…